Trabalhos de Souto Moura “desembarcam” no Rio de Janeiro

Iniciativa da Embaixada de Portugal no Brasil e do Instituto Camões em Brasília, em parceria com a Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura

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Paço Imperial, no Rio de Janeiro
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O Paço Imperial, no Rio de Janeiro, Brasil, está a receber, desde o dia 22 de março, a exposição “Souto de Moura – Memória, Projetos, Obras”, um recorte da mostra realizada em 2019 na Casa da Arquitectura em Matosinhos, no Porto, em Portugal, dedicada ao arquiteto Eduardo Souto de Moura. Prémio Pritzker de Arquitetura de 2011 e Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza em 2018, Souto de Moura é um dos mais importantes arquitetos portugueses da atualidade.

A apresentação da exposição “Souto de Moura – Memória, Projectos, Obras” no Rio de Janeiro é uma iniciativa da Embaixada de Portugal no Brasil e do Instituto Camões em Brasília, em parceria com a Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura, e conta com o patrocínio da Petrogal Brasil.

A mostra resultou da abertura ao público do vasto acervo do arquiteto depositado na Casa da Arquitectura e propõe uma viagem cronológica de maneira a tornar claras as familiaridades entre projetos e as diferentes épocas.

A curadoria procurou destacar um conjunto de elementos de trabalhos relevantes para a compreensão da obra e do método de Souto de Moura nos seus diversos aspectos. Desenhos, anotações pessoais, material fotográfico, fotografias de maquetes e outros documentos serão apresentados rigorosamente conforme constam no arquivo, sem manipulação ou qualquer omissão.

Aproveitando o ensejo, a convite do Instituto Camões em Brasília, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil promoverá uma programação paralela para amplificar o debate sobre a obra de Souto de Moura e a importância da preservação de acervos arquitetónicos. Participam nesta promoção o CAU do Rio de Janeiro, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) nacional e o seu departamento do Rio de Janeiro, e o Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Serão três debates: o primeiro, no próprio dia 22 de março, teve como tema “Memória”.

“Nenhum arquiteto ou as suas criações têm pleno sentido de forma isolada. Como é privilégio das criações maiores, a obra de Souto de Moura cresce com o tempo e continuamente desvenda novas pistas para a compreensão das relações entre as próprias obras, respectivas continuidades, hesitações e contradições”, pode-se ler no catálogo da exposição.

“Numa época em que, como noutras, uma parte da arquitetura parece ter perdido algo do seu sentido essencial, acreditamos que esta pequena mostra constitui uma oportunidade maior para sublinhar a relevância maior da obra de Souto de Moura”, disseram os responsáveis pela mostra.

O local da mostra, Paço Imperial, é por si só também uma atração. Trata-se de um edifício histórico localizado na atual Praça XV de Novembro, no centro da cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Foi construído no século XVIII para residência dos governadores da Capitania do Rio de Janeiro, passou a ser a casa de despachos, sucessivamente, do Vice-Rei do Brasil, do Rei de Portugal Dom João VI e dos Imperadores do Brasil, sofrendo ampliações no século XIX. Atualmente, é um centro cultural. Pela sua importância histórica e estética, o Paço Imperial é considerado o mais importante dos edifícios civis coloniais do Brasil. ■

 

 

 

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