Primeiro-ministro de Portugal apresentou demissão esta manhã

Em causa está uma operação das autoridades portuguesas sobre negócios do lítio e do hidrogénio verde

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António Costa, primeiro-ministro de Portugal
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O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, apresentou a sua demissão ao presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Esta informação foi confirmada pelo próprio governante na tarde desta terça-feira, dia 7, durante pronunciamento público em Lisboa.

Em causa está o facto de que Costa, segundo a Procuradoria-Geral da República de Portugal, é alvo de uma investigação autónoma do Ministério Público num inquérito instaurado no Supremo Tribunal de Justiça sobre projetos de lítio e hidrogénio.

Nesta manhã, ocorreram buscas na residência oficial do primeiro-ministro.

“No decurso das investigações surgiu, além do mais, o conhecimento da invocação por suspeitos do nome e da autoridade do primeiro-ministro e da sua intervenção para desbloquear procedimentos no contexto suprarreferido. Tais referências serão autonomamente analisadas no âmbito de inquérito instaurado no Supremo Tribunal de Justiça, por ser esse o foro competente”, lê-se numa nota hoje divulgada pela PGR.

Esta informação surge na sequência de uma operação sobre negócios do lítio e do hidrogénio verde.

Antes de ser divulgada esta nota pelo gabinete do líder do executivo, o primeiro-ministro saiu do Palácio de Belém, em Lisboa, após uma reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que durou cerca de dez minutos.

O primeiro-ministro foi filmado pelas televisões a entrar no Palácio de Belém poucos minutos antes das 13:00 pela entrada da Calçada da Ajuda e a sair perto das 13:10, pela mesma porta.

De manhã, o chefe de Estado recebeu António Costa a pedido deste, na sequência de buscas em gabinetes do Governo, incluindo na residência oficial de São Bento, visando o chefe de gabinete do primeiro-ministro, Vítor Escária, que foi detido para interrogatório.

Fruto das ações da justiça nesta manhã, foram detidos detidos o chefe de gabinete de António Costa, Vítor Escária, um consultor próximo do primeiro-ministro, Diogo Lacerda Machado, o presidente da câmara municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, assim como dois executivos, os administradores da sociedade Start Campus de Sines serão Afonso Salema e Rui Oliveira Neves.

O país aguarda a decisão de Marcelo Rebelo de Sousa, que pode convocar, nas próximas horas, conselho de Estado, sobre o pedido de demissão de Costa e os trâmites para uma possível transição.

Partidos de oposição ao PS estão neste momento reunidos para discutirem estratégias de ação perante as notícias. ■

Agência Incomaparáveis, com Lusa

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