Presidente da ABERT explica porque Lisboa irá receber seminário sobre os 100 anos de rádio no Brasil

“Vínculos históricos e culturais” no centro da decisão

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Flávio Lara Resende, presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT)
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“Debater pontos comuns às agendas regulatórias dos dois países no setor de rádio e TV”. É este um dos objetivos centrais do primeiro Seminário Luso-Brasileiro de Radiodifusão, que reunirá, em Lisboa, no próximo dia 13, empresários de rádio e TV, autoridades políticas e renomadas personalidades da radiodifusão brasileira e portuguesa, num evento organizado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (FUNCEX).

A nossa reportagem conversou com Flávio Lara Resende, presidente da ABERT, que explicou como decorre a organização do certame, sublinhou o que está previsto em termos de programação e comentou como os dois países poderão dialogar sobre temas comuns num dia em que se celebra o Dia Mundial do Rádio nas instalações da Casa da América Latina na capital portuguesa.

Esta inciativa marcará também a homenagem aos 100 anos do rádio no Brasil, o bicentenário da Independência brasileira e os 60 anos da ABERT, e contará com palestras e debates sobre temas de interesse do setor de radiodifusão dos dois países.

Qual o objetivo do evento em Lisboa?

O primeiro Seminário Luso-Brasileiro de Radiodifusão tem como objetivo debater pontos comuns às agendas regulatórias dos dois países no setor de rádio e TV. Temas como a contribuição do rádio para o desenvolvimento económico, social e cultural do Brasil e Portugal; a resiliência do meio diante do vídeo e, mais recentemente, das novas tecnologias e internet; o volume de investimentos publicitários no rádio estarão no primeiro painel. No Brasil, o rádio completou 100 anos das primeiras transmissões oficiais em 7 de setembro de 2022 e se mantém como um dos meios de informação e entretenimento mais confiáveis, o que se consolida a posição entre os preferidos pelos ouvintes de todas as faixas etárias. Os debates também terão como foco a competição na indústria de mídia e a necessidade de regras simétricas no enquadramento legal das ‘empresas de tecnologia’, que atuam no setor de produção e distribuição de conteúdo e auferem receitas por meio do mercado publicitário, à semelhança dos veículos de comunicação, mas sem observar normas afeitas ao setor; além das novas regras da União Europeia (UE) que regulamentam os serviços digitais e os desafios para implementação das normas por Portugal. Um dos painéis abordará ainda os avanços nas discussões no Brasil e em Portugal sobre as experiências internacionais de regulamentação da remuneração jornalística pelas plataformas de internet e a necessidade de um entendimento global envolvendo governos democráticos, organizações jornalísticas e grandes empresas digitais para concretizar com mais celeridade as regras para remuneração do jornalismo profissional pelas big techs.

Por que Portugal foi o país escolhido para a realização deste evento?

Os vínculos históricos e culturais unem Brasil e Portugal e Lisboa foi escolhida para sediar o primeiro Seminário Luso-Brasileiro de Radiodifusão para, juntos, os dois países celebrarem momentos importantes, como os 100 anos do rádio no Brasil, o bicentenário da Independência brasileira e os 60 anos da ABERT, além de possibilitar a troca de experiências com um país da UE.

Como esta iniciativa pode auxiliar na aproximação entre Brasil e Portugal?

Além dos vínculos histórico-culturais, Brasil e Portugal têm agendas regulatórias comuns que merecem atenção, e um debate sobre o setor pode ser bastante produtivo para ambos. É uma união de esforços que irá aproximar ainda mais os dois países.

Sendo esta a primeira edição, há já calendarização de outros eventos?

A ideia foi lançada e a intenção é que, pelo menos a cada dois anos, Brasil e Portugal possam se reunir para um balanço e atualização das medidas adotadas, traçando novas perspectivas para o setor de radiodifusão.

Quais as expetativas da Associação em relação ao evento em Lisboa?

Um debate bastante produtivo que ajudará a traçar novas perspetivas para o setor de rádio e TV.

Que autoridades do Brasil e de Portugal estarão presentes?

Confirmaram participação o ministro das Comunicações do Brasil, Juscelino Filho, o embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, o vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Moisés Moreira, o presidente da Autoridade Nacional de Comunicações  (Anacom), João Cadete de Matos, o conselheiro na Representação Permanente de Portugal junto à União Europeia, Ricardo Castanheira, o representante da SOFID (Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento), António Rebelo de Sousa, o reitor do Santuário do Cristo Redentor/Brasil, Padre Omar, o ex-CEO da Porta dos Fundos, Christian Rôças, e o presidente do Grupo Impresa e ex-primeiro ministro de Portugal, Franciso Pinto Balsemão, além de representantes de emissoras de rádio e TV dos dois países.

Qual o papel da Funcex no evento?

A parceria com a Funcex foi fundamental para a realização do evento da ABERT em Lisboa, primeiro encontro internacional 100% promovido pela Associação. Foram necessárias algumas visitas do presidente da ABERT, Flávio Lara Resende, e do diretor geral, Cristiano Lobato Flôres, a autoridades dos dois países, além de muitas reuniões on-line para fecharmos uma programação que represente a importância das duas entidades e atenda às demandas da radiodifusão nos dois países. A Funcex esteve sempre presente a essa agenda. ■

 

 

 

 

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