Posse de novos académicos sublinha importância do tema do combate à Fibromialgia em Portugal

“O fundamental são os doentes. Trabalhamos por eles e para eles. E, deste ponto de vista, estou contente”, frisou o Prof. Doutor Jose Luis Arranz Gil, presidente-fundador da Academia Portuguesa de Fibromialgia

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(esq.) Prof. Doutor. Miguel Castelo-Branco Craveiro Sousa, presidente da Faculdade de Ciências da Saúde da UBI; Prof. Doutor Jose Luis Arranz Gil, presidente-fundador da Academia Portuguesa de Fibromialgia; Prof. Doutor Jesus Angel Fernandez-Tresguerres Hernandez, professor catedrático emérito de Fisiologia Médica da Universidade Complutense de Madrid e académico da Real Academia Nacional de Medicina de Espanha; e Licínio Romão, da União de Freguesias de Covilhã e Canhoso
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A Academia Portuguesa de Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica conta já com três académicos honorários. Durante uma sessão solene, no último dia 15 de outubro, no Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, região Centro de Portugal, foram empossados o Prof. Doutor. Miguel Castelo-Branco Craveiro Sousa, presidente da Faculdade de Ciências da Saúde da UBI; o Prof. Doutor Jesus Angel Fernandez-Tresguerres Hernandez, professor catedrático emérito de Fisiologia Médica da Universidade Complutense de Madrid e académico da Real Academia Nacional de Medicina de Espanha; e o Prof. Doutor Jose Luis Bardasano Rubio, professor catedrático emérito de Histologia e Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina da Universidade de Alcala de Henares, em Madrid, e presidente da Sociedade Europeia de Bioeletromagnetismo.

As medalhas e os diplomas foram entregues aos homenageados nesta ordem: pelo Reitor da UBI, Mário Raposo (ao Prof. Doutor. Miguel Castelo-Branco Craveiro Sousa); pelo vice-presidente da Academia Portuguesa de Fibromialgia, João Morgado (ao Prof. Doutor Jesus Angel Fernandez-Tresguerres Hernandez); e pelo presidente da direção da Mutualista Covilhanense, – entidade que acolhe a Unidade de Fibromialgia da Covilhã -, Nelson Silva (ao Prof. Doutor Jose Luis Bardasano Rubio, que foi representado nesta cerimónia pelos Professores Jesus Angel Fernandez-Tresguerres Hernandez e Jose Luis Arranz Gil).

Durante esta iniciativa, houve apresentações por parte dos homenageados. O Prof. Doutor Miguel Castelo-Branco Craveiro Sousa apresentou a comunicação: “Fibromialgia: experiências de formação na universidade e de atendimento clínico em medicina interna”. Por sua vez, o Prof. Doutor Jesus Angel Fernandez-Tresguerres Hernandez abordou o assunto “Melatonina: bases científicas para uso na fibromialgia”. O discurso de resposta académica esteve a cargo do presidente-fundador da Academia Portuguesa de Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica e professor da Faculdade de Ciências da Saúde da UBI, Prof. Doutor Jose Luis Arranz Gil.

Segundo o presidente desta Academia, cuja apresentação pública decorreu no dia 16 de julho, na Covilhã, o evento do último domingo sublinhou um cenário importante e que merece ser levado em consideração.

“Gostaria de ressaltar que esta cerimónia contou a presença de um público composto mais por doentes do que por médicos. E devemos refletir sobre isto. Não me importa o que pensam ou o que fazem os colegas, mas, sim, o que os doentes com fibromialgia sentem”, disse este especialista, que é professor da UBI.

“O fundamental são os doentes. Trabalhamos por eles e para eles. E, deste ponto de vista, estou contente”, frisou este responsável.

O Prof. Doutor Jose Luis Arranz Gil voltou a explicar a necessidade de mudar o atual paradigma da Organização Mundial da Saúde em vigor desde 1992, que defende a pertença da fibromialgia à epígrafe das doenças do sistema musculoesquelético e do tecido conjuntivo. Estudos mostram que a doença deve integrar o paradigma Neurológico.

“Nos últimos tempos, a maioria dos cientistas e pesquisadores que lidam com o assunto postulam como a origem mais plausível da fibromialgia uma alteração funcional do processamento de sinais, doloroso e não doloroso, no Sistema Nervoso Central, o que implica numa amplificação de sinais sensoriais, a Síndrome de Sensibilidade Central”, comentou o presidente da Academia Portuguesa de Fibromialgia, entidade que tem a função de um “centro pedagógico-documental” exclusivo sobre Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica.

O evento na Covilhã contou com o apoio da União de Freguesias de Covilhã e Canhoso.

A próxima atividade pública da referida Academia será no dia 12 de novembro, na Covilhã, quando o Prof. Doutor Jose Luis Cidon Madrigal será empossado como académico honorário. ■

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