“Portugal +”: acompanhamos evento voltado para as comunidades portuguesas em Genebra

Programa contou com a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

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Autoridades portuguesas estiveram na Suíça
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As instalações do Collège de Pinchat, em Genebra, na Suíça, foram palco, no último dia 29 de outubro, da quarta edição do “Portugal Positivo”, um evento voltado para “promover um ambiente de networking e promoção de Portugal”. A equipe da Agência Incomparáveis acompanhou de perto esta iniciativa, tendo participado ativamente no painel “Os Emigrantes que Escrevem”, mediado por Adélio Amaro, escritor, presidente do Centro de Património da Estremadura e diretor do jornal Gazeta Lusófona, e com a participação dos escritores e colaboradores do Gazeta Lusófona Augusto Lopes e Lúcia Aeberhardt, esta última também ativista cultural, além dos escritores José Luís Correia e Dulce Rodrigues e Ígor Lopes, jornalista, escritor, coordenador de redação do Gazeta Lusófona e CEO da Agência Incomparáveis, que conecta Brasil-Portugal e União Europeia e Mercosul.

No total, houve espaço para cinco painéis que abordaram temas como o mundo associativo na diáspora, as mulheres na emigração, o investimento das comunidades, a literatura e a comunicação e os emigrantes que se destacam nas redes sociais.

Estiveram presentes autoridades portuguesas, como o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo; o Embaixador de Portugal na Suíça, Júlio Vilela; o Embaixador Luís Ferraz, responsável pela Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas; o Cônsul-Geral de Portugal em Genebra, Bruno Paes Moreira; além de Paulo Pisco e Nathalie de Oliveira, ambos deputados à Assembleia da República de Portugal eleitos pelo círculo da Europa, e de Lurdes Rodrigues, Coordenadora do Ensino de Português na Suíça, e Ana Rosas, da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), bem como os responsáveis pelo projeto Rede Global da Diáspora e da Fundação AEP – Associação Empresarial de Portugal.

Este certame contou ainda com a apresentação musical de Ana João Correia e de Marina Pacheco, e acompanhantes, e de Philippe Machado, autor do documentário “Sem Fronteiras”, que conta a história de emigrantes na Europa.

A programação iniciou-se ainda na noite anterior, no dia 28 de outubro, na Casa do Benfica de Genebra, com a antestreia do projeto “Sem Fronteiras”. A projeção foi seguida de um jantar de networking e de apresentação musical de Marina Pacheco.

Segundo Raúl Reis, diretor do jornal “Bom Dia”, órgão de comunicação da diáspora que organizou o evento, o intuito foi “mostrar Portugal positivo, Portugal das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e juntar a todos numa rede entre os portuguese de Portugal e os portugueses cá de fora”.

“Esta quarta edição teve uma característica, sendo em Genebra, foi mais internacional, pois Genebra é uma cidade muito internacional. Tivemos também uma vertente brasileira, pois há estruturas brasileiras em Genebra e, por isso, acredito que tivemos, além de um Portugal Positivo, um Lusófono Positivo”, destacou Raúl Reis, que revelou que a próxima edição do evento, que terá lugar em 2023, vai acontecer em Bruxelas, na Bélgica, e na ilha da Madeira.

Este responsável ressaltou a importância da participação dos moderadores e da equipa da Academia de Letras e Artes Luso Suíça – ALALS.

“A nossa Diáspora é a riqueza do país”

Durante a cerimónia de abertura do evento, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, sublinhou a coragem dos emigrantes portugueses.

“É uma honra e um orgulho estar aqui convosco, a celebrar Portugal num país que tantos portugueses acolheu. Apesar de estarmos longe, sentimo-nos em casa mercê da extensa população de compatriotas que aqui encontramos. Portugueses que aqui chegaram em busca de oportunidades, de trabalho, de rendimento. Portugueses por inteiro e por igual, que apesar de distantes, mantêm o orgulho nas suas raízes e os laços afetivos a Portugal. A nossa Diáspora é a riqueza do país. É a extensão humana, real e viva de Portugal. Um Portugal que queremos cada vez mais próximo, enraizado, com laços fortes à nossa cultura e à nossa língua. A nossa diáspora faz com que Portugal seja mais. Seja melhor. Sair do seu país implica coragem, ambição e resiliência. E essas são características intrínsecas das comunidades portuguesas espalhadas por esse mundo fora”, defendeu Paulo Cafôfo, que sugeriu que “o otimismo e o orgulho” são marcas das comunidades portuguesas e que toda essa movimentação da emigração promove o surgimento de empreendedores no seio da diáspora lusa.

“Porque para empreender é necessário ter coragem e ambição. Mas também é preciso ser otimista e acreditar. E a nossa diáspora é otimista, acredita e junta o engenho, a capacidade de adaptação e trabalho para vingar nas mais diferentes áreas, nas mais diferentes culturas, nos mais diferentes países e perante os mais diferentes obstáculos e dificuldades”, referiu Cafôfo.

“Portugal tem perto de um terço da sua população a residir fora do seu território. Os nossos cinco milhões de portugueses e lusodescendentes no estrangeiro proporcionam um potencial tremendo e crucial para a afirmação internacional de Portugal. A valorização da dimensão, da dispersão, do enraizamento, da afinidade a Portugal tem merecido da minha parte particular atenção. Porque ao valorizar as nossas comunidades, ao reforçar os seus vínculos estamos a afirmar a Portugalidade, a reforçar o orgulho e a contribuir para um Portugal ainda maior”, mencionou Cafôfo, que disse constatar “esse potencial, esse Portugal ainda maior, no âmbito do Roteiro “Portugal No Mundo: Caminhos Para Valorização das Comunidades Portuguesas” que tenho realizado pela nossa diáspora, colocando em evidência uma série de áreas que permitem reconhecer a importância dos portugueses na afirmação do nosso país no mundo”.

O SECP reforçou a importância do “papel do associativismo, da cultura e da língua portuguesa, a ligação aos jovens, a ciência, a tecnologia, a criatividade e a inovação” e sublinhou que a “nossa diáspora abarca dimensões diversificadas e um potencial humano que se mede também no plano económico”.

Momentos de Cultura

Nos corredores do Collège de Pinchat, foi possível conhecer algumas das obras artísticas de Telmo Guerra, que é natural da Covilhã, região Centro de Portugal, mas vive, desde 2012, na Suíça, em Neuchâtel. Conhecido pelos seus trabalhos em gravura, Telmo Guerra confeccionou obras que retratam personalidades e nomes conhecidos para grandes entidades internacionais.

Recorde-se que o “Portugal Positivo” já passou por Paris, Luxemburgo e Düsseldorf. ■

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