Opinião: Confiança: dá-se a que se tem

"Quem não confia, julga os outros pelo que é"

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Marivia Brandão é Consultora Internacional em Gestão
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Tem uma expressão judaica que diz: “o homem que tem confiança em si ganha a confiança dos outros”. Mais do que ganhar, acredito que confiar é dar algo de si, é entregar uma crença positiva ao outro. Mas é certo que a confiança é um sentimento que se inicia pelo lado de dentro.

Confiamos por ser quem somos. Não é um ato muito elaborado, simplesmente quem acredita na vida costuma expandir essa confiança aos outros. Quem confia é, antes de tudo, uma pessoa confiante e confiável. Não é que ela enxergue o mundo colorido, melhor do que ele realmente é, mas é que ela o percebe pelo contexto em que vive. Só quem vive a confiança, confia.

O contrário também é verdadeiro. Quem não confia, julga os outros pelo que é. Se não confiar nem em si mesmo, como irá dar crédito a outras pessoas? Dessa forma, pode estar diante da pessoa mais bem intencionada e pura do mundo, mas não irá confiar nela.

A vida de cada um é um espelho que reflete quem se é. A confiança que se oferece ao outro só reflete o que se tem por dentro. Pessoas que confiam, não são meros inocentes. Na verdade, elas são fortes e extremamente conectadas consigo mesmas e com o melhor da vida.

Geralmente elas têm um feelling, uma aguçada intuição que percebe as pessoas e suas verdadeiras intenções. Não saem depositando confiança de modo inconsequente, nem irão confiar piamente em quem sabem ser o pior crápula. Porém, também não desconfiarão de tudo e de todos só “porque sim”.

Se o mundo externo está conectado com o contingente interno, mais vale começar por desenvolver o interior com pensamentos e sentimentos que somam – e a confiança é um deles. A autoconfiança merece ser constuída e desenvolvida, não só por questões profissionais, mas sobretudo pessoais. Afinal, vive melhor quem melhor vive consigo mesmo.

O sentimento de confiança nas próprias qualidades e habilidades amplia possibilidades de desempenho e satisfação pessoal, inclusive impactando no bem-estar psicológico. Desenvolvê-la exige dedicação diária e persistente, que pode ser iniciada com escolhas que envolvam mais autoamor e autocompaixão, substituindo pensamentos negativos sobre si e sobre outros, assim como dedicar-se à experiências comportamentais mais favoráveis.

Todo desenvolvimento é uma construção paciente e resiliente, mas quando é algo que permite conquistas pessoais, faz valer todo esforço. Sentir-se com mais plenitude ao confiar em si mesmo é como planar. Como sugeriu o poeta Victor Hugo, “seja como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas”.

Marivia Brandão é Consultora internacional em Gestão, Especialista em Relacionamento Empresa-Mercado, Mestre em Empreendedorismo e Criação de Empresas, Especialista em Desenvolvimento Humano, Formadora e Analista Sênior de Perfil Comportamental. ■ mariviasbrandao@gmail.com 

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