‘Melhoras da morte’: Neurocientista explica porque pacientes melhoram pouco antes de morrer

O processo de melhora pouco antes da morte pode estar relacionado ao cérebro

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Foto ilustrativa (PikFree)
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É muito comum, em especial em pacientes em estados graves, que haja uma melhora súbita e significativa pouco antes do falecimento, o que para muitos está ligado à espiritualidade, é conhecido como “melhoras da morte” e a ciência possui diversas hipóteses para explicar esse fenómeno.

Devido à dificuldade de se realizar exames médicos potencialmente invasivos em pacientes em estado grave para explicar melhor a situação, nenhuma das hipóteses foi comprovada cientificamente ainda, mas de acordo com o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o cérebro pode exercer um importante papel nesse processo.

Eu arrisco dizer que esse fenómeno tem relação direta com o aumento da produção de neurotransmissores no cérebro como endorfina, adrenalina e dopamina como um último recurso, e em alguns casos, com a remoção de medicamentos que causam efeitos colaterais”. Afirma

A hipótese da descarga de hormónios é reforçada por especialistas, acreditando-se ser uma última tentativa de manter o corpo funcionando mesmo em estados críticos de saúde, mas após o esgotamento dos stocks das substâncias no cérebro e a paralela deterioração irreversível dos órgãos, o efeito cessa e causa uma consequente piora e a morte do paciente, essa é uma das possibilidades mas endossadas pela ciência para o fenômeno. ■

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