“Impulsionar o associativismo nas comunidades, reforçando os apoios públicos”

Augusto Santos Silva, candidato pela emigração pelo círculo de Fora da Europa pelo Partido Socialista

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Augusto Santos Silva, presidente da Assembleia da República de Portugal
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Augusto Ernesto Santos Silva tem 67 anos de idade, é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade do Porto e natural da cidade do Porto. Nasceu numa família oriunda de dois concelhos do mesmo distrito, Vila Nova de Gaia e Marco de Canaveses. É candidato a deputado pela emigração pelo círculo de fora da Europa pelo Partido Socialista (PS).

Sobre as propostas para as comunidades portuguesas residentes fora do continente europeu, este candidato prefere escolher “apenas cinco, das várias que constarão do programa eleitoral do PS”.

“Elaborar um Plano Estratégico para a Diáspora, envolvendo os vários atores das comunidades, criando sinergias e potenciando as suas ações; concluir a implementação do novo modelo de gestão consular, melhorando a eficiência na prestação dos serviços consulares; reforçar a acessibilidade do Ensino Português no estrangeiro; garantir que a TAP continua a assegurar a sua obrigação de manter as ligações aéreas com as comunidades; impulsionar o associativismo nas comunidades, reforçando os apoios públicos”, enumerou o atual presidente da Assembleia da República da Portugal.

Quando o assunto é a motivação da sua candidatura, Augusto Santos Silva destaca a sua “ligação pessoal com as comunidades, cimentada durante os anos em que, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros, fui o responsável principal pela política para as comunidades, mantendo uma constante proximidade com os portugueses residentes nos diferentes continentes. Essa ligação foi ainda mais desenvolvida quando, em 2019, fui pela primeira vez eleito deputado por Fora da Europa e, em 2022, me tornei o primeiro presidente da Assembleia da República que era deputado por um círculo da emigração. Depois, a consciência da importância fundamental dos portugueses que vivem no estrangeiro para a identidade, a unidade e o prestígio do nosso país. Finalmente, o entendimento de que a minha formação profissional e a minha atividade cívica podem ser úteis para as políticas públicas para e com as comunidades”.

Caso seja eleito, acredita que o impacto do seu trabalho junto da comunidade portuguesa que vive fora da Europa será visto “muito positivamente, quer por via da função legislativa, quer por via do acompanhamento e fiscalização dos atos do Governo e da administração. E também me atrevo a pensar que o facto de ser atualmente presidente da Assembleia da República prestigia sobremaneira a representação dos portugueses residentes no estrangeiro e assinala bem a importância simbólica e afetiva que lhes é conferida”.

Na atua legislatura, Augusto Santos Silva foi eleito deputado pela emigração pelo círculo de Fora da Europa, porém, assumiu o posto de presidente da Assembleia da República. Parte da comunidade portuguesa, com a qual contactamos, diz ter a sensação de que o PS não apresentou uma grande participação junto da diáspora nesta oportunidade, em virtude do cargo assumido por Augusto Santos Silva, um sentimento que este candidato prefere dissuadir com apontamentos sobre a sua gestão.

“Eu cumpri o meu mandato e obrigações como presidente da Assembleia da República (PAR) com a noção plena das minhas responsabilidades como segunda figura do Estado. Não se espera de um PAR uma atividade partidária quotidiana. Nesses termos, prestei uma grande atenção às comunidades. Só para dar dois exemplos: pela primeira vez, um PAR dedicou todo o seu discurso na sessão solene comemorativa do 25 de Abril à temática das comunidades; e, também pela primeira vez, o PAR passou a participar pessoal e sistematicamente, nas comemorações no estrangeiro do 10 de Junho”, finalizou Augusto Santos Silva.

Augusto Santos Silva nasceu no Porto em 1956, é casado, tem três filhos e cinco netos. Doutorado em Sociologia pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (1992), Pró-reitor da Universidade do Porto (1998-1999), Professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Ministro da Educação (2000-2001), ministro da Cultura (2001-2002), ministro dos Assuntos Parlamentares (2005-2009), ministro da Defesa Nacional (2009-2011) e ministro dos Negócios Estrangeiros (2015-2022).

Foi ainda deputado à Assembleia da República, pelo círculo eleitoral do Porto (2002-2005, 2011), deputado, pelo círculo de Fora da Europa, e presidente da Assembleia da República desde 2022.

É filiado no Partido Socialista desde 1990 e, atualmente, é membro da sua Comissão Política Nacional. Tem vários livros publicados, na área da sociologia e das ideias políticas.■

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