Festival das Migrações no Luxemburgo debateu o papel da diáspora portuguesa

Certame é referência no panorama europeu

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O historiador Daniel Bastos, acompanhado da socióloga Maria Beatriz Rocha-Trindade (ao centro), e da investigadora Heidi Martins, no decurso da conferência-sobre sobre o fenómeno migratório
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No passado sábado (25 de fevereiro), o Festival das Migrações, um certame de referência no panorama europeu que reúne milhares de visitantes e se assume como o encontro de todas as culturas no Luxemburgo, integrou no seu programa oficial uma conferênciadebate sobre o fenómeno migratório em Portugal, promovida pelo Centro de Documentação sobre Migrações Humanas (CDMH).

A conferênciadebate, moderada pela socióloga Heidi Martins, investigadora da estrutura que tem como principal objetivo estudar as migrações no Luxemburgo, além da presença de emigrantes, dirigentes associativos, órgãos de informação da diáspora, e dos deputados eleitos pelo círculo europeu da emigração, Paulo Pisco e Nathalie de Oliveira. Computou a apresentação do livro do historiador Daniel Bastos, “Crónicas – Comunidades, Emigração e Lusofonia”, e a intervenção de Maria Beatriz Rocha-Trindade, uma das maiores especialistas nacionais do fenómeno das migrações.

No decurso da apresentação da segunda edição da obra, revista e aumentada, que reúne as crónicas que o historiador tem escrito nos últimos anos na imprensa de língua portuguesa no mundo, Daniel Bastos revelou “o empreendedorismo, as contrariedades, a resiliência e a solidariedade das comunidades portuguesas, a riqueza do seu movimento associativo, e as enormes potencialidades culturais, económicas e políticas que as mesmas representam nas pátrias de acolhimento e de origem. Como é o caso da comunidade lusa no Luxemburgo, a maior comunidade no Grão-Ducado, representando cerca de 20% da população total do país”.

Por seu lado, a socióloga das migrações, Maria Beatriz Rocha-Trindade, projetou na sua intervenção uma visão diacrónica e panorâmica dos “movimentos migratórios que têm vindo, ao longo dos tempos, a configurar Portugal como um país de migrações”, destacando que sem a emigração, e também a imigração, “o país nunca poderia ser o que é hoje”.

Refira-se que, o historiador Daniel Bastos, autor de vários livros que retratam a história da emigração portuguesa,  é atualmente consultor do Museu das Migrações e das Comunidades. Autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as migrações, Maria Beatriz-Rocha Trindade, Professora Catedrática Aposentada na Universidade Aberta, coordena presentemente a Comissão de Migrações da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Ambos são presentemente consultores da rede museológica virtual das comunidades portuguesas, instituída pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, que pretende criar uma plataforma entre diversos núcleos museológicos, arquivos e coleções respeitantes à história e à memória, à vida e às perspetivas de futuro dos portugueses que vivem e trabalham fora do seu país. ■

 

 

 

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