Fernando Veloso é lusodescendente e candidato a deputado federal no Brasil

“Buscamos defender as nossas famílias”

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Fernando Veloso
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Fernando Veloso tem 57 anos de idade e é lusodescendente. É candidato ao cargo de
deputado federal pelo Rio de Janeiro pelo Partido Liberal. Conversamos com este responsável, especialista em segurança publica, que defende uma maior atenção ao sistema prisional, a defesa dos cidadãos e a luta contra o narcotráfico. As eleições no Brasil decorrem no dia 2 de outubro.

Em que consiste a sua candidatura?

Assim como a maioria dos brasileiros, durante muitos anos temos visto políticos variados legislando e determinando o rumo das nossas vidas, na maioria das vezes, de forma contrária à vontade do povo. Como Delegado de Polícia e especialista em segurança, muitas vezes tivemos que nos engajar em projetos e atender às políticas públicas que sabíamos ineficazes, inócuas e quase sempre para atender aos interesses dos caudilhos do momento. E, pior do que isso, ouvimos vários “policiólogos” se manifestando sobre o nosso trabalho, de dentro de salas refrigeradas, sem ter a menor noção do que falavam. A nossa candidatura é fruto dessa vivência, da certeza de que o nosso povo precisa de políticos que saibam do que estão falando, que se preocupem com as vítimas dos criminosos e não com os infratores da Lei. É fruto dessa indignação, mas também da esperança de poder contribuir de forma clara, técnica e objetiva com Leis que devolvam aos nossos familiares o direito de sair às ruas sem medo de serem roubados, que protejam os menos favorecidos e os retirem das garras dos narcotraficantes que os escravizam nas favelas, enquanto políticos de esquerda tentam impedir a ação do Estado.

Em que pontos pretende atuar, se eleito?

Na devolução dos direitos de quem trabalha honestamente, na proteção dos cidadãos
cumpridores da Lei e no restabelecimento da Paz Social, através da reforma do Sistema
Penitenciário, policial, nas ações de valorização, transformação e fiscalização da Saúde e da
Educação. Prioritariamente, buscamos defender as nossas famílias, a propriedade privada, o direito à autodefesa, o cumprimento da Lei e da Ordem, sem descuidar da proteção aos menos favorecidos.

O que pode ressaltar na sua campanha que traga benefícios para a população?

De imediato, já trazemos o afastamento da visão maniqueísta e simplista com que algumas
pessoas radicais encaram os problemas. Vejamos, por exemplo, a questão penitenciária,
relegada a segundo plano e abandonada pelos teóricos da política. Alguns defendem que as
prisões devam ser os depósitos humanos que são hoje, bastando colocar os condenados lá
dentro e depois “jogar as chaves fora”. Outros, por outro lado, querem o desencarceramento irresponsável, colocando de volta nas ruas presos perigosos, somente para diminuir a superlotação. Este é um dos seguimentos em que defendemos, uma abordagem moderna, com gestão de primeiro mundo que aproxime a iniciativa privada através de incentivos os mais variados, para que os presos trabalhem, produzam e paguem as suas penas ressarcindo inclusive parte do prejuízo pecuniário que causaram às suas vítimas e famílias. Atacando o problema da segurança pública de dentro para fora, estaremos, não apenas construindo um modelo que enfraqueça as fações, mas que também consiga recuperar o máximo possível de egressos para o retorno à vida civil avançando na diminuição das reincidências. Sabemos também da necessidade de se buscar a valorização da polícia investigativa. Mantendo presos e isolados os criminosos violentos, criando estratégias Legais criativas pra abraçar e transformar a juventude, o progresso do comércio e da indústria produzirá maior e melhor produção de renda e oportunidades para todos.

Como avalia a política nacional atualmente?

O Brasil, depois de mais de 30 anos da esquerda no poder, finalmente tem um governo
conservador que tem buscado soluções mais técnicas do que políticas para a diminuição dos grandes problemas nacionais que nos assolam a décadas. O Governo Bolsonaro pegou uma máquina pública inchada, com muitos Ministérios e Secretarias loteadas para partidos políticos praticarem ações deletérias. Por isso, logicamente não tem sido fácil realizar as mudanças que precisamos, mas não fosse a pandemia que assolou dois anos de governo, certamente estaríamos bem melhor do que estamos. É o que se consegue quando o líder procura se cercar se quadros técnicos e também estancar a sangria de corrupção. Claro que ainda não chegamos à perfeição e, onde tiver seres humanos, problemas sempre poderão ocorrer. Mas o que não podemos aceitar é o estabelecimento de uma cleptocracia como vimos em governos anteriores e o desvio de recursos nacionais para financiar ditaduras de outros países. A retomada da autoestima, do orgulho pelas cores da bandeira, a defesa da pátria, da família e dos valores religiosos, além da busca pela retomada da meritocracia, vem nos dando o impulso que precisamos para crescer. Infelizmente, o discurso do nós contra eles pregado pela esquerda nos últimos 30 anos e as sabotagens políticas ao governo atual, nos trouxeram ao clima de polarização que vivenciamos. Porém, a história nos mostra que momentos assim são capitais para que um povo se descubra como sujeito do seu destino e para a construção de um caminho democrático e eficiente, como diz o lema da nossa bandeira retirado das palavras do positivista Auguste Comte: "O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim.”

Qual a sua interação com a comunidade portuguesa?

Sou filho de imigrantes portugueses. Um brasileiro nato, mas que sempre buscou e esteve
próximo das nossas origens e tradições culturais, que fortaleceram o nosso caráter e os valores recebidos no lar, que agora repasso ao nosso filho. A história da minha família se confunde com a da Casa do Minho no Rio de Janeiro, a qual muito me orgulho de ter pertencido, ainda jovem, como integrante do Rancho Folclórico Maria da Fonte. ■

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