Empresário aposta em marca que visa apoiar pequenos produtores e desenvolver a economia do Douro

Marco Souto valoriza matéria prima local como ferramenta de transformação social e económica

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Marco Souto, responsável pela Rural Taste Emotion
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Uma empresa localizada no concelho de Armamar, no distrito de Viseu, Portugal, está a priorizar produtos endógenos da região do Douro como estratégia para o desenvolvimento de mercado e da economia local.

Marco Souto, proprietário da Rural Taste Emotion, explicou que os produtos naturais são oriundos de uma fabricação “caseira”, que visa à qualidade, mas que o principal motivo é enriquecer e valorizar a região como um todo.

De acordo com este responsável, a região do Douro tem diversos produtos que utilizam a matéria prima local, com o objetivo de “criar uma identificação maior do produto com a região, tornando-o característico, a fim de levar o local para todo o mundo”.

Este empresário explica que, para além do vinho, produto tradicional da região, existem outras ofertas, como compotas de maçã e azeites. O intuito é “explorar a matéria-prima da região e apoiar os pequenos produtores”.

“Quando comparamos o nosso produto com algum que é feito em grande escala, não encontramos a mesma qualidade. Nós não estamos focados em produtos em escala, mas em produtos diferenciados. A nossa questão é sempre procurar produtores pequenos, locais. Este é o nosso conceito”, defendeu Marco Souto, que recordou que a sua empresa tem apenas dois anos de existência, mas já almeja trabalhar com a internacionalização da marca, mas sempre valorizando o local. O Brasil e a Europa estão como possíveis destinos para os produtos desta empresa a médio prazo.

Segundo Marco Souto, a estratégia é usar produtos pequenos para movimentar a economia, gerando mais empregos e renda local, para que os consumidores também estejam fixados na região.

Contornos do projeto

Porém, o proprietário da Rural Taste Emotion também expôs as dificuldades em manter o negócio durante o período de conflito entre Ucrânia e Rússia. Marco conta que a guerra impactou diretamente no custo de fabricação, seja no transporte de matéria-prima e dos produtos, seja nos preços dos insumos e do vidro usado na embalagem. Desse modo, ele entende que a vertente social é de suma importância, por isso, reforça a necessidade de trabalhar em parceria com os pequenos produtores.

“A parte social é muito importante. Ao fazer esse trabalho com pequenos produtores, nós estamos a fazer um trabalho social. Os pequenos produtores são os que transformam todos os dias as paisagens do Douro. Imaginar um Douro sem vinha não funciona. Se nós conseguirmos com que eles tenham essa rentabilidade, colocar os produtos de forma comercial e legal, isso vai fazer com que possam produzir mais. Valorizar o produto. Temos dificuldade em encontrar mão de obra, então, precisamos dos pequenos produtores. Se não o fizermos, a região acaba por ficar vazia, menos população, menos trabalhos agrícolas, menos produtos e com menos produtos ninguém vai conseguir desenvolver nada”, defendeu Marco Souto, que ressaltou outro ponto importante, o turismo.

Para ele, é necessário criar programas e produtos que possam fixar os turistas na região. Marco conta que alguns visitantes ficam apenas um dia na região.

“O turismo na região é diretamente ligado ao rio, mas o Douro é muito mais do que isso”, finalizou Marco Souto. ■

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