“As políticas para as comunidades portuguesas têm sempre que atender aos anseios dos cidadãos que vivem fora de Portugal”, defendeu Paulo Porto Fernandes, candidato do PS pelo círculo de fora da Europa

Paulo Porto foi o primeiro luso-brasileiro eleito para estas funções no governo português

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Paulo Porto Fernandes concorre à reeleição pelo PS
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Paulo Porto Fernandes tem 57 anos de idade e é natural de São Paulo, Brasil. É candidato pelo Partido Socialista (PS) a deputado à Assembleia da República portuguesa pelo círculo de fora da Europa. Foi o primeiro luso-brasileiro eleito para estas funções no governo português.

Conversamos com este candidato para saber o que pensa ser necessário realizar para se valorizarem as comunidades portuguesas residentes fora da Europa.

O que está a impulsionar a sua candidatura?

Dar continuidade ao trabalho em prol dos cidadãos portugueses e de toda a Diáspora, o qual iniciei em 2019 com grandes conquistas em prol das comunidades portuguesas, entretanto há muito mais por se fazer em busca da equidade e da justiça para todos.

Como avalia o cenário político atual em Portugal?

Embora tenham sido convocadas eleições antecipadas por conta da não aprovação do Orçamento de Estado de 2022, o cenário político é estável e com grandes perspetivas de continuarmos a fazer mais avanços.

Que políticas pensa serem necessárias para a comunidade portuguesa que reside fora de Portugal?

As políticas para as comunidades portuguesas têm sempre que atender aos anseios dos cidadãos que vivem fora de Portugal e, para isto ocorrer, há que se ter proximidade e sensibilidade para perceber as especificidades, dificuldades e realidades dos cidadãos da Diáspora.

Que dificuldades devem ser combatidas e que pontos merecem ser reforçados?

A necessidade premente é combater a desigualdade fiscal, bem como todo o tipo de discriminação em relação aos residentes e não residente em território nacional, merecendo reforço e atenção especial aos idosos, carenciados e cidadãos em situação de risco.

Quais são os seus objetivos?

Dar o meu contributo na busca da igualdade e da justiça social, em continuidade ao trabalho que iniciei como deputado, sempre em prol do bem comum e de toda a Diáspora.

Que temas mais lhe chamam a atenção?

O acesso a justiça, a informação e a igualdade de direitos de todos os cidadãos, independente do local onde vivem.

O que pode ser feito no sentido de se valorizar o trabalho consular português no estrangeiro?

O Novo modelo de Gestão Consular já está em implantação e penso que todas as medidas que fazem parte do modelo vêm no sentido de valorizar o trabalho consular e facilitar o acesso aos cidadãos aos mais diversos serviços consulares.

Qual a importância do movimento associativo português nos países de acolhimento?

Sempre busquei destacar a grande importância do associativismo na Diáspora, pois as nossas associações são verdadeiros “oásis” das nossas comunidades portuguesas, além de desempenharem funções equiparadas às nossas representações consulares, divulgando o bom nome de Portugal por todo o mundo.

O ensino da língua portuguesa deve sofrer alterações?

Penso que deve sofrer algumas alterações no sentido de aprimorar o atual formato, sempre visando ao mais amplo acesso à aprendizagem da língua portuguesa no estrangeiro.

Por fim, que mensagem deixa para os eleitores?

Deixo aqui uma mensagem de otimismo e esperança de que estão por vir melhores dias, onde a proximidade seja reconquistada e a igualdade e justiça social sejam os nossos alentos. ∎

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