AILD promove colóquio “Pare de dizer Diáspora”

Por razões da pandemia Covid-19, o evento terá um número reduzido de presenças na plateia

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"os lusodescendentes não gostam do termo Diáspora"
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A Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD) vai levar a cabo o Colóquio “Pare de dizer Diáspora”, que terá lugar no dia 20 de outubro, terça-feira, entre as 18h  e 20h, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Em virtude da pandemia de Covid-19, o evento vai contar com lotação reduzida para apenas 50 participantes.

Segundo a organização do evento, “talvez seja uma surpresa para muitos portugueses, mas os lusodescendentes não gostam do termo Diáspora aplicado às comunidades portuguesas. Este colóquio vai explicar porquê e apresentar alternativas”.

“Quando nos referimos às várias comunidades portuguesas e lusodescendentes espalhados pelo mundo, nem sempre pensamos nas palavras que estamos a usar. É comum ouvir a palavra “diáspora” da boca de políticos, jornalistas e académicos. No entanto, essa palavra tem uma conotação claramente negativa aos ouvidos dos próprios lusodescendentes”, comenta José Governo, diretor de comunicação da AILD.

Para explicar porquê e, pelo caminho, aproveitar para discutir alternativas e abrir a discussão entre portugueses sobre a realidade da comunidade nacional noutros países, a Associação Internacional de Lusodescendentes (AILD) organiza o colóquio “Pare de dizer ‘Diáspora’!”, um título imperativo que chama a atenção para este pequeno ponto de discórdia lexical, que a associação espera vir a ser o ponto de partida para boas e frutíferas discussões sobre os Portugueses no mundo.

Como afirma Philippe Fernandes, presidente da AILD, “se o termo e conceito em si mesmo, já transportava uma conotação negativa á nossa emigração, hoje, com o fenómeno da globalização e da crescente mobilidade das pessoas, ainda faz menos sentido o uso deste vocábulo para nos referirmos aos nossos emigrantes e lusodescendentes. Se queremos defender a Portugalidade, temos de abandonar o termo “Diáspora” no nosso discurso, é um contrassenso”.

O colóquio é organizado em colaboração com o Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Marco Neves, professor do departamento, explica que “além da história da palavra ‘diáspora’, o colóquio permitirá dar a conhecer alternativas e debater o discurso sobre os lusodescendentes no seio da comunidade nacional. Será também uma oportunidade para discutir a importância da terminologia nas relações entre grupos humanos.”

O colóquio irá contar com a presença de especialistas em história, terminologia, linguística, tradução, cultura e política e com a participação de individualidades políticas, jornalísticas e culturais do nosso país.

Terá ainda como convidados a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, e o ministro da Educação, Prof. Doutor Tiago Brandão.

“Será uma oportunidade para dar a conhecer a realidade das comunidades portuguesas no mundo, reforçando o sentido de comunidade entre portugueses de qualquer ponto do mundo. Estarão reunidas as condições para uma discussão que será certamente surpreendente — um debate em redor de uma palavra será uma forma original de fortalecer os laços entre todos os Portugueses, onde quer que tenham nascido”, comenta José Governo.

Por razões da pandemia Covid-19, o evento terá um número reduzido de presenças na plateia, que carecem de uma inscrição prévia, mas através do Lusojornal, um dos parceiros de media do evento, será possível assistir ao evento em direto por streaming.

Link do programa: https://aild.pt/coloquio-AILD-20-outubro.pdf?fbclid=IwAR2xgZqk23JigkcbTfl3u2P_5zLkBXzphDw9oODDodZFYWmHvRaR373n9wA ■

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